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Pindamonhangaba amplia projeto de cidade inteligente com Wi-Fi, câmeras e drone

A Prefeitura de Pindamonhangaba prepara uma nova etapa de modernização tecnológica do município por meio do Projeto Smart City 2026. A iniciativa prevê mais de 600 pontos de Wi-Fi em espaços públicos, escolas, unidades de ...

Andre Rodrigues · 06 de outubro de 2026, 01:15

A Prefeitura de Pindamonhangaba prepara uma nova etapa de modernização tecnológica do município por meio do Projeto Smart City 2026. A iniciativa prevê mais de 600 pontos de Wi-Fi em espaços públicos, escolas, unidades de saúde e prédios municipais, além da instalação de mais de 350 novas câmeras inteligentes para ampliar o sistema de monitoramento da cidade.

Atualmente, Pindamonhangaba conta com cerca de 1.500 câmeras. Com a nova estrutura, os equipamentos terão recursos capazes de realizar diferentes tipos de análise, como leitura automática de placas, acompanhamento do fluxo de veículos, detecção de movimentos e perímetros, identificação de concentração de pessoas, rastreamento por características, reconhecimento facial e análise do tempo de permanência.

O projeto também inclui um Dispositivo Autônomo de Vigilância de Voo, um drone que deverá auxiliar nas operações da Guarda Civil Metropolitana e ampliar o alcance das ações de monitoramento.

“Pinda vem avançando e mostrando que tecnologia também é investimento em qualidade de vida. Vamos ampliar o que já temos, com mais câmeras inteligentes, mais de 600 pontos de Wi-Fi e uma rede mais segura e eficiente. Isso significa mais apoio à segurança, internet disponível em espaços públicos e mais estabilidade para serviços essenciais. Se uma conexão falhar, outra assume automaticamente, evitando que sistemas importantes parem. É tecnologia aplicada para trazer mais segurança, conforto e comodidade para a população”, explicou o prefeito Ricardo Piorino.

A expansão da rede de internet será distribuída entre diferentes tipos de espaços. No Wi-Fi Outdoor, serão 62 locais atendidos, com 79 antenas instaladas em praças, quadras esportivas e áreas de lazer. Em espaços de maior extensão, como o Parque da Cidade, poderão ser utilizadas várias antenas para ampliar a cobertura.

Já o Wi-Fi Indoor contará com 279 antenas distribuídas por 139 locais. A estrutura será instalada em prédios administrativos, unidades de saúde, bibliotecas e outros equipamentos públicos. Com a implantação, o número de prédios municipais atendidos passará de 55 para 139, incluindo todas as recepções.

Nas escolas e creches, o Wi-Fi Educacional terá 401 antenas em 75 unidades da Rede Municipal de Ensino. A previsão é de que a conexão alcance 727 salas de aula e recepções, ampliando o acesso à internet para alunos, professores e equipes que trabalham na Educação.

Além de atender à população e reforçar o monitoramento, a infraestrutura será utilizada no funcionamento de serviços internos da Prefeitura. O projeto prevê 1.331 linhas e ramais de telefonia para atender serviços e áreas municipais, enquanto a rede deverá ser utilizada por aproximadamente 1.700 computadores e 3.350 Chromebooks.

Pindamonhangaba também mantém a política de Prefeitura sem Papel, utilizando recursos digitais em áreas como Saúde, Educação, Finanças, Obras, Planejamento e atendimento ao cidadão. Na Saúde, a conectividade contribui para o funcionamento do prontuário eletrônico. Na Educação, a rede atende equipamentos e ambientes digitais das escolas.

A estrutura também dará suporte a sistemas administrativos, telefonia, semáforos, serviços digitais e à integração com o Centro de Segurança Integrada (CSI).

Para o secretário de Tecnologia, Inovação e Projetos, Rodrigo Leite, a ampliação fortalece uma estrutura já utilizada diariamente pelo município. “Estamos ampliando uma infraestrutura que já sustenta diversos serviços da cidade. Com mais conectividade, redundância e equipamentos inteligentes, conseguimos dar mais estabilidade aos sistemas públicos, ampliar o monitoramento e oferecer novos pontos de acesso à internet para a população”, afirmou.

O projeto prevê ainda o reforço da segurança cibernética, com mecanismos de controle de acessos, prevenção e resposta a ataques virtuais e proteção dos dados. As medidas deverão seguir as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A contratação está estimada em R$ 2,8 milhões por mês e seguirá o critério de menor valor global. A licitação está prevista para 19 de outubro de 2026. O valor divulgado é uma estimativa e poderá ser reduzido durante a disputa entre as empresas participantes.

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