Política
CNBB nega participação em polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida
Entidade afirma que não produziu nem ajudou a divulgar informações falsas durante o processo eleitoral A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negou ter participado da produção ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo ...
Santana Santana · 28 de setembro de 2026, 19:26

Entidade afirma que não produziu nem ajudou a divulgar informações falsas durante o processo eleitoral
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negou ter participado da produção ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral deste ano. A manifestação ocorreu após o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, atribuir a pessoas ligadas à entidade a suposta disseminação de uma informação envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
Segundo o candidato, circulou durante a campanha a afirmação de que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil caso fosse eleito. Flávio Bolsonaro classificou a informação como falsa e afirmou que pessoas de dentro da CNBB teriam contribuído para sua divulgação.
Em https://www.cnbb.org.br/assessoria-de-comunicacao-da-cnbb-publica-nota-de-esclarecimento-sobre-informacoes-falsas/, a entidade rejeitou a acusação e declarou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou disseminação de conteúdos falsos relacionados às eleições.
A CNBB também afirmou que repudia a produção e o uso de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possa ser beneficiado ou prejudicado por elas. A entidade ressaltou ainda que não integra estruturas político-partidárias, partidos ou campanhas eleitorais.
De acordo com a organização, suas manifestações relacionadas ao processo eleitoral são baseadas em sua atuação pastoral e em princípios presentes em documentos da entidade, entre eles a defesa da dignidade humana, do bem comum, da democracia e da liberdade de consciência.
Após tomar conhecimento da manifestação da CNBB, Flávio Bolsonaro voltou a se pronunciar e agradeceu à entidade pelo que considerou uma confirmação de que a informação sobre Nossa Senhora Aparecida seria falsa.
A polêmica ocorre em meio à disputa eleitoral para a Presidência da República e envolve uma das principais referências religiosas do país. Nossa Senhora Aparecida é oficialmente reconhecida como padroeira do Brasil desde 1930.


