Geral
Ex-vereador de SP Milton Leite tem 24 horas para se apresentar à Justiça
Ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo é investigado em operação do Ministério Público que apura suspeitas de influência criminosa no transporte coletivo da capital O ex-vereador de São Paulo e ex-presidente da Câmara Municipal Milton ...
Jornal Visionários · 17 de setembro de 2026, 11:06

Ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo é investigado em operação do Ministério Público que apura suspeitas de influência criminosa no transporte coletivo da capital
O ex-vereador de São Paulo e ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite (União Brasil) foi alvo nesta quinta-feira (17) de um mandado de prisão temporária durante a Operação Vectura Corrupta, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil.
A investigação apura suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista. Segundo o Ministério Público, Milton Leite é apontado como suposto “dono de fato” da empresa Transwolff, concessionária de ônibus investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro e ligação com integrantes do crime organizado.
As acusações fazem parte de uma investigação em andamento e ainda serão analisadas pela Justiça.
Relação com a Transwolff
A ligação entre Milton Leite e a Transwolff já havia sido divulgada em 2024. Reportagens apontaram que uma empresa ligada ao político, a construtora Neumax, mantinha contrato de locação de terreno com a companhia de ônibus. O Ministério Público também investigava a relação entre Leite e integrantes da direção da empresa.
Defesa nega acusações
A defesa de Milton Leite nega qualquer envolvimento com o PCC ou com atividades criminosas. O ex-vereador afirma que não é proprietário da Transwolff e informou que pretende se apresentar às autoridades para prestar esclarecimentos.
A investigação continua em andamento, e os envolvidos permanecem sob apuração das autoridades competentes.

Viagem ao interior e defesa
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, as autoridades não encontraram o ex-vereador em seus endereços cadastrados. Em pronunciamento oficial, Milton Leite negou que esteja foragido e alegou que sua ausência se deu devido a uma viagem agendada ao interior de São Paulo, onde acompanhava a campanha eleitoral de seu filho e resolvia pendências de negócios particulares.
A defesa do ex-vereador nega categoricamente qualquer ligação com o PCC ou prática de irregularidades, afirmando que ele prestará todos os esclarecimentos necessários assim que se apresentar à Justiça.


