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Anvisa aprova novo medicamento oral para prevenção da enxaqueca
Aquipta, à base de atogepanto, é indicado para adultos que apresentam quatro ou mais episódios da doença por mês A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (8) um novo medicamento destinado à prevenção ...
Santana Santana · 08 de setembro de 2026, 16:28

Aquipta, à base de atogepanto, é indicado para adultos que apresentam quatro ou mais episódios da doença por mês
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (8) um novo medicamento destinado à prevenção da enxaqueca em adultos. O Aquipta, cujo princípio ativo é o atogepanto, passa a ser uma nova alternativa de tratamento para pacientes que enfrentam pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês.
De acordo com a Anvisa, o medicamento atua bloqueando uma via relacionada à transmissão da dor e também apresenta ação preventiva contra o surgimento das crises. O registro foi solicitado pela ABBVIE Farmacêutica e a aprovação consta de resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Estudos avaliados durante o processo de registro indicaram que o atogepanto pode reduzir de maneira significativa a quantidade de dias em que os pacientes apresentam enxaqueca ao longo de cada mês. A proposta é oferecer uma opção específica para a prevenção das crises, ampliando o conjunto de tratamentos disponíveis para adultos.
Segundo a agência reguladora, embora já existam diferentes medicamentos utilizados na prevenção da enxaqueca, parte dessas opções não atua diretamente sobre os mecanismos fisiopatológicos relacionados à doença. Nesse contexto, o Aquipta representa uma alternativa de uso oral direcionada à prevenção das crises.
A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por episódios recorrentes de dor de cabeça que podem variar de intensidade moderada a grave. Durante as crises, também podem ocorrer sintomas como náuseas, vômitos e maior sensibilidade à luz e aos sons.
A condição tem impacto significativo na rotina e na qualidade de vida dos pacientes e, segundo estimativas apresentadas pela Anvisa, atinge aproximadamente 15% da população mundial. A frequência e a intensidade das crises podem variar entre os pacientes, tornando importante a avaliação individual para definição da estratégia de tratamento.
A aprovação do novo medicamento não significa que ele seja indicado para todos os pacientes com enxaqueca. A utilização deve seguir a indicação aprovada pela Anvisa e ser avaliada por profissional de saúde, considerando as características e necessidades de cada paciente.
Com o novo registro, o Brasil passa a contar com mais uma alternativa terapêutica oral voltada especificamente à prevenção das crises de enxaqueca em adultos que apresentam episódios frequentes da doença.


