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Daniel Vorcaro depõe à PF por quatro horas e volta a indicar interesse em delação
Defesa afirma que ex-banqueiro respondeu aos investigadores e mantém disposição para colaborar com as apurações envolvendo o caso Master O ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi ouvido pela Polícia Federal nesta sexta-feira (28) em uma sessão que durou ...
Santana Santana · 28 de agosto de 2026, 18:06
Defesa afirma que ex-banqueiro respondeu aos investigadores e mantém disposição para colaborar com as apurações envolvendo o caso Master

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi ouvido pela Polícia Federal nesta sexta-feira (28) em uma sessão que durou aproximadamente quatro horas. O depoimento ocorreu por videoconferência e faz parte das investigações relacionadas à atuação de dois ex-servidores do Banco Central suspeitos de envolvimento em um esquema de propina em favor do Banco Master.
Detido na Papudinha, unidade prisional localizada no Distrito Federal, Vorcaro prestou esclarecimentos aos investigadores pela primeira vez sobre as acusações que envolvem o caso. Segundo a defesa, ele respondeu aos questionamentos da PF de maneira considerada objetiva e consistente.
Em comunicado, os advogados sustentaram que o depoimento não apontou qualquer prática de corrupção envolvendo os servidores do Banco Central citados na investigação. A defesa também afirmou que o ex-banqueiro teve a oportunidade de contestar as suspeitas levantadas contra sua atuação.
Outro ponto destacado pelos advogados foi a disposição de Vorcaro para voltar a negociar um possível acordo de colaboração premiada. A proposta já havia sido recusada anteriormente pela Polícia Federal, sob o entendimento de que o material apresentado pelo investigado não acrescentava informações novas às apurações e de que ele não havia admitido a prática de crimes.
A defesa declarou, porém, que Vorcaro continua disposto a fornecer informações mais amplas sobre os fatos, caso exista a possibilidade efetiva de colaboração com as autoridades.
Investigações sobre o Banco Master
Vorcaro é um dos principais alvos da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para investigar suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal.
De acordo com as investigações, o esquema teria provocado perdas bilionárias e elevado o valor que poderia ser coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para ressarcir investidores. As estimativas citadas no caso apontam para um impacto de até R$ 47 bilhões.


